Futuro é ou não é glorioso ?

Meus amigos, como no post do “por que não votar ?” foi feito, quero fazer esse post para me compromissar a ler tanto o livro amarelo quanto o livro missão perdida do Miorim. A ideia meio que já esta subtendia né hahaha, como gosto bastante dos conteúdo da Alta linguagem e tendo a concordar com seus argumentos, não consigo ver o MBL com bons olhos e politicos em geral, podem ter a boa intenção que for, o inferno tem de monte, mas eu só estou fazendo esse compromisso mais pelas pessoas ao meu redor que discutem politica falarem que todas as respostas sobre o MBL está no livro amarela ( o que eu divido muito) mas sempre deixo o beneficio da duvida. Mas dito tudo isso ainda não irei votar em ninguem hahahaha.

2 comentários

  1. Boa tarde, consegui captar as mensagens subliminares do post, sinceramente também não curto estampa de oncinha, por mais que eu leve em consideração a temporalidade da moda e a mensagem de empoderamento feminino e piruagem que a estampa carrega, acho a estampa é datada e vinculada a coroas com sobrepeso ou obesidade grau 1 ou damas da noite. Porém, como dito no post, devemos dar o beneficio da duvida, na selva urbana que vivemos, não podemos ter certeza se estamos diante de uma mulher vestida de onça ou uma onça vestida de mulher…

    • Ah, digníssima Neberta, que privilegiado sou em testemunhar a fulgurante fulguração de vossa perspicácia hermenêutica!Com a elegância de quem decifra os hieróglifos de uma civilização perdida, lograstes captar as “mensagens subliminares” do post — façanha digna dos maiores exegetas da Escola de Frankfurt, ou, quiçá, de um semiólogo de plantão após o terceiro espresso. Que delicadeza a vossa em admitir, com um leve franzir de sobrancelhas aristocráticas, que a estampa de oncinha vos parece “datada” e indissoluvelmente ligada a “coroas com sobrepeso ou obesidade grau 1” e às “damas da noite”. Que refinamento taxonômico! Classificar o vestuário alheio segundo o índice de massa corporal e a presumível atividade noturna é, sem dúvida, o ápice da crítica de moda contemporânea.E como não se enternecer com a generosidade filosófica final? Esse magnânimo “benefício da dúvida” que nos concedeis — esse epokhé cartesiano aplicado à selva urbana — segundo o qual não sabemos se estamos diante de uma mulher vestida de onça ou de uma onça vestida de mulher. Que profundidade ontológica! Quase se ouve o eco de Heidegger a sussurrar, entre um rugido e outro: “A essência da onça não se revela no ser-para-a-moda, mas no Dasein da selva asfáltica.”Permiti-me, pois, com a mesma elevação de espírito que vos anima, congratular-vos. Poucos conseguem, em tão poucas linhas, conciliar o desprezo estético, o preconceito de classe e de corpo, e ainda um verniz de empoderamento feminino e “piruagem”. É quase uma obra-prima do kitsch intelectual.

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